• O Projeto SOM+EU adota como metodologia as pedagogias da educação musical do suíço Jacques-Dalcroze, do alemão Carl Orff, do inglês John Pynter e do japonês Shinichi Suzuki, pois contribuem para uma nova visão e prática metodológica da Educação Musical. Trata-se de dar preferência a uma pedagogia mais participativa, optando pela prática como uma forma mais eficaz de aprendizado, também denominado por alguns educadores musicais de método ativo.
  • Assim, esse projeto prevê um aprendizado baseado nas pedagogias desenvolvidas por esses músicos/professores. Práticas que envolvem aprendizado em conjunto, atividades práticas, liberdade de expressão corporal, estímulo a sensorialidade e sensibilidade, entre outros.
  • Para tanto, a metodologia da formação musical proposta parte, em princípio, da criação de espaços onde se desenvolverão as práticas educacionais crítico-reflexivas, estruturadas nas dinâmicas do ensino coletivo na sala de aula em comunidades de aprendizagem, criando as condições e credibilidade para um trabalho que atenda às necessidades sociais e culturais, respeitando a condição dos jovens e propondo transformações sem perder o foco na qualidade artística.
  • Agrega-se a isso, ainda, toda uma preocupação em tornar viáveis as oportunidades da arte como fonte de geração de emprego e renda, uma vez que o projeto prevê, transversalmente, a formação em produção cultural e tecnologia musical, focando o jovem na sua profissionalização, aproximando-o do mercado, e não apenas formando-os como artistas-pela-arte, quando a realidade exige também a existência dos artistas-profissionais.
  • A música deve ser sentida – esse é o ponto de partida e bússola em todo trajeto de aprendizado. O domínio dos elementos e construções da linguagem musical, segundo Dalcroze, Paynter, Orff e Suzuki, só acontece depois do despertar da “consciência sensível”. A metodologia utilizada no Projeto SOM+EU é, então, baseada nesses quatro pilares.